Google search engineGoogle search engineGoogle search engineGoogle search engine
Google search engineGoogle search engineGoogle search engineGoogle search engine
PUBLICIDADEGoogle search engineGoogle search engineGoogle search engineGoogle search engine
PUBLICIDADEGoogle search engineGoogle search engineGoogle search engineGoogle search engine
InícioSão PauloDeputado aciona MP contra “narcocultura” no Museu da Língua Portuguesa e quer...

Deputado aciona MP contra “narcocultura” no Museu da Língua Portuguesa e quer entidade gestora na Alesp para esclarecimentos

Tenente Coimbra (PL-SP) vistoriou a exposição “Funk: um grito de ousadia e liberdade” e constatou o uso de imagens de jovens em bailes funk com conotação sexual e apologia ao tráfico; IDBrasil deverá explicar critérios à Comissão de Educação e Cultura

O deputado estadual Tenente Coimbra (PL-SP) oficializou nessa segunda-feira (4/5) uma denúncia no Ministério Público (MP) de São Paulo sobre a presença de “narcocultura” na exposição “Funk: um grito de ousadia e liberdade”, em visitação no Museu da Língua Portuguesa, na capital paulista. O parlamentar identificou o uso apelativo de imagens de jovens em bailes funk, apologia ao tráfico de drogas e conotação sexual. Diante deste cenário, o liberal ainda acionou a IDBrasil, gestora do museu, para prestar esclarecimentos à Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

De acordo com os requerimentos protocolados pelo deputado do PL, a expectativa é que, nas próximas semanas, um diretor da IDBrasil se apresente na Alesp para esclarecer quanto aos critérios curadorias adotados para a viabilização das exposições, à adequação do conteúdo ao público em geral e à compatibilidade com a missão institucional do museu – amplamente frequentado por estudantes e famílias.

Membro da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa, Coimbra vistoriou, nesse fim de semana, a mostra “Funk: um grito de ousadia e liberdade”, abrigada no Museu da Língua Portuguesa. De responsabilidade da Plataforma Conexões, a exposição está aberta para visitação desde março deste ano.

No local, o liberal constatou elementos visuais e audiovisuais que promovem, em sua análise, “narcocultura”, incluindo representações de armas, simbologias ligadas ao crime organizado, consumo de drogas e erotização de menores de idade em bailes funk:

“Esta exposição (‘Funk: um grito de ousadia e liberdade’), no Museu da Língua Portuguesa, é um absurdo. A todo o instante, ela enaltece a ‘narcocultura’, normaliza as organizações criminosas e o uso de entorpecentes, e sexualiza jovens. Trata-se de uma mostra que ainda demoniza a Polícia Militar (PM) e normaliza o uso de armas em favelas”, lista, indignado, o parlamentar.

Além de acionar a Diretoria da IDBrasil para prestar esclarecimentos na Alesp sobre o assunto, Coimbra estabeleceu contato com a secretária de Estado de Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo de São Paulo, Marilia Marton, que se prontificou em responder os questionamentos enviados pelo deputado, via ofício.

No documento, o liberal cobra detalhes acerca dos critérios de seleção das obras, justificativas técnicas de aprovação de itens expostos, além do custo total da exposição “Funk: um grito de ousadia e liberdade” – bancada, em parte, com recursos da Lei Rouanet (8.313/1991).

O deputado do PL também denunciou a mostra ao MP-SP (protocolo 0695.0000361/2026), que deve dar um retorno sobre o tema em até 15 dias.

Durante visita in loco à exposição, Coimbra ainda identificou a presença de painéis com hieróglifos estilizados de folhas de maconha, pinos de cocaína, armas de fogo e poses sensuais, bem como playlists com músicas como “Mestre das Fugas”, de MC Kauan, associada a narrativas de fuga policial.

A instalação de guarda-chuvas com fuzis em destaque e figuras de palhaços agressivos também são consideradas pelo parlamentar como inadequadas:

“Não queremos criminalizar a Arte ou a Cultura, nem estamos evocando censura, mas não é razoável o Museu da Língua Portuguesa, um equipamento do Estado, acolher este tipo de mostra, que, ao meu ver, confunde a cabeça da juventude e colabora para a destruição de boas referências em sociedade”, conclui o liberal.

LEIA TAMBÉM
ANUNCIANTEspot_img

MAIS NOTÍCIAS