Patagônia I – Ushuaia, o “Fim do Mundo”

 

Esta semana nossa jornada aterriza nas geladas terras localizadas no extremo sul da Argentina. Também conhecida como Tierra del Fuego (é a capital da província Tierra del Fuego) ou “fim do mundo”, Ushuaia é a cidade mais austral do mundo, ou seja, a cidade mais ao sul do mundo. Assim como em todo território argentino, em Ushuaia se fala o espanhol e a moeda é o peso argentino. Existem algumas casas de câmbio pela cidade e, quando fui, levei reais e troquei por pesos argentinos (algumas pessoas levam dólares por achar que a cotação melhora, mas vale fazer alguns cálculos para se decidir).

Ushuaia é uma cidade muito charmosa. Com cerca de 60 mil habitantes, é uma cidade muito turística e recebe muito bem seus visitantes. Cercada pelas montanhas da Cordilheira dos Andes, nos presenteia com belas fotos e lembranças por todo seu território.

Assim como em todas as cidades pertencentes à Patagônia, Ushuaia tem um clima muito instável e você pode, no mesmo dia, se deparar com Sol, chuva, neve e Sol novamente, rs. Visitei Ushuaia no outono e cheguei a pegar -5ºC e uma nevasca fortíssima e incomum para a estação, o que me deixou muito contente, afinal a neve não é algo muito comum para nós brazucas.

O que não falta é opção de passeios e aventuras para explorar tal território tão fantástico. Além de andar pelas charmosas ruas do centro e observar as casinhas com seus telhados em forma de triângulo, construídos estrategicamente para dar vazão à neve que é frequente, ainda podemos conhecer, a pé, o letreiro da cidade, a famosa placa do fim do mundo, além da antiga prisão de Ushuaia – a Alcatraz sul-americana (rs) –, já desativada há muitos anos, mas com suas estruturas mantidas, e que conta com alguns manequins que representam alguns dos antigos presidiários que mais marcaram a história do presídio.

Falando em turismo, vou destacar aquele que, para mim, foi o melhor passeio que fiz durante minha estadia, a Laguna Esmeralda. Como o próprio nome já diz, é uma lagoa de cor verde esmeralda, alimentada pelo Glaciar Ojo del Albino, que nos tira o fôlego por sua beleza. É um passeio que se pode fazer sozinho ou com guia, se comprar o passeio em uma das agências de turismo da cidade.

Para chegar até a Laguna é preciso fazer uma trilha de aproximadamente duas horas e meia, passando por dentro da floresta fechada, até os grandes espaços descampados que precedem a imensa lagoa. A trilha é bem fácil, com pouquíssimos pontos de dificuldade moderada, e como disse acima, também nos presenteia com paisagens maravilhosas, dignas de muitas fotografias

Além do passeio para a Laguna Esmeralda, outro passeio que merece destaque é a navegação pelo Canal de Beagle. Neste Canal, que “divide” a Patagônia – de um lado, Argentina, do outro, Chile – passeamos a bordo de um barco até o Farol Les Eclaireus, ou para os íntimos, Farol do Fim do Mundo. É um passeio muito mais tranquilo, afinal, nosso único esforço é de embarcar e desembarcar. No verão a navegação vai além do farol, até uma ilha onde pinguins, que migram da Antártida todo ano fazem morada, e é possível fotografá-los a uma distância bem pequena.

Aproveito para citar alguns outros passeios que valem MUITO (!!!) a pena se fazer:
– Glaciar Martial;
– Parque Nacional Tierra del Fuego;
– Laguna de Los Tempanos e Glaciar Vinciguerra;
– Trem do Fim do Mundo.

Eu passaria horas escrevendo sobre esse que foi meu primeiro destino internacional, e obviamente desperta os melhores sentimentos em mim. Espero que o texto e as fotos consigam transmitir ao menos um pouco da beleza e energia que esse lugar transmite. Muito obrigado por mais esta leitura. Até semana que vem! 🙂

Henrique Oliveira
@henriquememo

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