Com a promulgação da lei municipal nº 3.675 de 13 de julho do corrente, pela prefeita, Priscila Gambale (Podemos, o Programa de Resgate de Brincadeiras Tradicionais passou a valer em Ferraz de Vasconcelos. A medida visa valorizar a cultura popular e, ao mesmo tempo, incentivar a convivência comunitária. A matéria de autoria do vereador Alexandro Santos Alves Silva (MDB), o Teteco, tinha sido votada no mês passado.
Na prática, a iniciativa consiste na realização de atividades lúdicas voltadas para o desenvolvimento físico, social e emocional de crianças e adolescentes, de seis a 14 anos de idade. As brincadeiras incluem, por exemplo, pular corda, amarelinha, esconde-esconde, pega-pega, cabo de guerra, corrida de saco, bola de gude, peteca, queimada, passa anel, dança de cadeiras e telefone sem fio. As tarefas poderão ser feitas em praças públicas, escolas, centros culturais e espaços comunitários.
Para tanto, as crianças e os adolescentes deverão ser acompanhados, ou seja, receberem o suporte técnico de educadores, monitores e, quando houver, de voluntários. Já a promoção dos eventos poderá ser efetuada, além do Palácio da Uva Itália, por outras instituições, por intermédio de parcerias, convênios ou instrumentos semelhantes. Além disso, a proposta prevê ainda que a criançada participante esteja prioritariamente matriculada na rede municipal de ensino.
Para Teteco, a sua proposta é um verdadeiro contraponto ao crescente uso de tecnologias digitais por crianças e adolescentes e a consequente redução das interações presenciais no dia a dia. Por isso, o vereador acredita que é fundamental criar espaços que estimulem a convivência coletiva, a criatividade e o exercício físico. “Afinal de contas, as brincadeiras tradicionais como, por exemplo, pular corda, amarelinha, esconde-esconde, entre outras, fazem parte do patrimônio cultural e imaterial do povo”, diz.
Além disso, essas atividades contribuem de forma substantiva para o desenvolvimento motor, cognitivo e social das crianças e adolescentes, bem como incentivam o trabalho em equipe, o respeito às regras, a empatia e a resolução de conflitos de uma maneira lúdica e saudável. Enfim, ao resgatar essas práticas, o município investe não apenas na preservação da sua memória cultural, mas também na formação de cidadãos mais conscientes, ativos e integrados à comunidade.


