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Projeto Jardins Comestíveis de Itaquá entra em nova fase com criação artística de estudantes

Iniciativa une educação ambiental e arte no parque da cidade

A Prefeitura de Itaquaquecetuba, em parceria com a ONG Dia da Terra Brasil e a EDP, iniciou na quarta-feira (26) uma nova etapa do projeto Jardins Comestíveis, que terá a segunda intervenção artística no Parque Ecológico Mario do Canto concebida em conjunto com estudantes da EMEB Augusto dos Santos. A proposta será desenvolvida pelo artista Jean Paul Ganem a partir dos desenhos e do imaginário das crianças.

“Quando convidamos as crianças a imaginar conosco o que poderia nascer naquele espaço, a obra deixa de ser apenas do artista. Ela passa a carregar o olhar de quem vive no parque e de quem vai crescer junto com ele. Meu papel é também escutar esses desenhos e ajudar a transformá-los em paisagem”, destacou o artista.

A iniciativa também amplia o papel do parque como espaço de aprendizagem ao aproximar os processos educativos da experiência prática e da construção de um ambiente que integra arte e natureza.

“O parque tem passado por uma série de melhorias para ampliar as possibilidades de lazer, convivência e aprendizado. A participação das crianças no novo projeto reforça justamente essa proposta de transformar o espaço em um ambiente que também contribui para o desenvolvimento e a educação ambiental”, disse a secretária de Meio Ambiente, Yasmim Zampieri.

As aulas da nova turma de jardineiros começaram neste mês e reúnem 12 participantes, com idades entre 19 e 66 anos. A formação dá continuidade às ações e amplia a proposta do projeto, que integra agrofloresta, educação ambiental, arte, ecogastronomia, segurança alimentar, formação e geração de renda.

A participação dos estudantes aproxima o projeto do cotidiano escolar e transforma o próprio parque em uma extensão dos processos de aprendizagem. Ao participar da concepção da nova intervenção, os estudantes deixam de ser apenas usuários futuros do espaço e passam a integrar sua criação.

A composição permite a troca de conhecimento entre diferentes gerações ao longo da formação, que tem como proposta trabalhar temas relacionados à agroecologia, agrofloresta, educação ambiental, plantio, manejo, biodiversidade e produção sustentável de alimentos.

“Estamos experimentando em Itaquá uma maneira diferente de pensar uma intervenção socioambiental. As crianças participam da concepção da obra, moradores se formam, pessoas que passaram pelo programa tornam-se guardiãs e ajudam a receber novos participantes. A obra física é importante, mas a verdadeira infraestrutura que queremos deixar na cidade é formada pelas pessoas, pelos vínculos e pelo conhecimento que permanece no território”, pontuou o diretor-executivo da ONG Dia da Terra Brasil, Mozart Mesquita.

A continuidade do programa é resultado da articulação entre sociedade civil, poder público, iniciativa privada, educadores e moradores. Além da formação iniciada neste mês, a nova etapa prevê a continuidade do manejo, ações educativas e comunitárias e o fortalecimento da conexão entre produção agroecológica, alimentação, cultura e geração de oportunidades.

“A colaboração entre os diversos setores da sociedade é fundamental para transformar o território de forma profunda e sustentável. A nova etapa do projeto Jardins Comestíveis demonstra justamente essa construção coletiva e sua evolução: pessoas formadas anteriormente passam a contribuir com novos participantes e uma intervenção ambiental acessível à população se transforma em uma plataforma permanente de desenvolvimento comunitário,” disse o especialista em Impacto Social da EDP, Rafael Bittar.

“É muito importante ver um projeto como esse avançar e, principalmente, envolver as crianças na construção de uma nova intervenção dentro de um espaço que faz parte do cotidiano delas. Quando a população participa, o resultado cria vínculo, estimula o cuidado com o espaço e fortalece a educação ambiental”, finalizou o vice-prefeito e secretário de Governo, Rogério Tarento.

Fotos: Mariana Acioli

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