Google search engineGoogle search engineGoogle search engineGoogle search engine
Google search engineGoogle search engineGoogle search engineGoogle search engine
PUBLICIDADEGoogle search engineGoogle search engineGoogle search engineGoogle search engine
PUBLICIDADEGoogle search engineGoogle search engineGoogle search engineGoogle search engine
InícioSão PauloMedicamentos para pessoas com TEA poderão ser deduzidos no IR

Medicamentos para pessoas com TEA poderão ser deduzidos no IR

Relatado pelo deputado federal Fernando Marangoni (União Brasil-SP), Projeto de Lei 1.939/2023 teve parecer favorável na CCJ da Câmara dos Deputados e, agora, segue para apreciação do Senado Federal; texto representa avanço na justiça fiscal em prol de deficientes e seus cuidadores
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta semana, o Projeto de Lei (PL) 1.939/2023, que permite a dedução no Imposto de Renda (IR) de pessoa física de despesas com a aquisição de medicamentos para o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Relator da proposta, o deputado federal Fernando Marangoni (União Brasil-SP) apresentou parecer favorável à tramitação, ressaltando o caráter social e a relevância da medida para milhares de famílias brasileiras que arcam, mensalmente, com altos custos no tratamento contínuo do autismo.
De acordo com o parlamentar do União Brasil-SP, a iniciativa representa avanço na inclusão e na justiça fiscal, sendo importante política pública de apoio a pessoas com deficiência e seus cuidadores. De autoria do deputado federal Júnior Mano (PSB-CE), a proposta já tramitou na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CPD), que aprovou o parecer e concedeu exclusividade à dedução no IR às despesas com remédios de alto custo:
“A possibilidade do desconto das despesas com medicamentos no Imposto de Renda alivia o peso financeiro das famílias e assegura melhores condições para que as pessoas com TEA tenham acesso ao tratamento adequado e contínuo. A diferença no orçamento doméstico será tremenda. Isso será o País fazendo a sua parte, olhando, de verdade, para quem mais precisa. Isso é inclusão”, reforça Marangoni.
Além de aprovada, a relatoria do deputado do União Brasil à matéria 1.939/2023 foi bastante elogiada por membros da CCJ da Câmara dos Deputados, em razão da “análise técnica rigorosa e sensibilidade social”:
“(Fernando) Marangoni observou todos os critérios de constitucionalidade do texto, juridicidade e técnica legislativa, reforçando o compromisso do colegiado com a tramitação responsável e segura das matérias que chegam à Comissão”.
O Censo Demográfico de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identificou 2,4 milhões de pessoas com diagnóstico de TEA, o que corresponde a 1,2% da população brasileira.
O autismo não tem cura, mas é possível ter seus efeitos minimizadas por meio de tratamento adequado, com acompanhamento multidisciplinar focado no desenvolvimento de habilidades e na melhoria da qualidade de vida.
As principais terapias incluem Análise do Comportamento Aplicada (ABA), sessões de Fonoaudiologia, de Psicologia e de Fisioterapia (em alguns casos), além da administração permanente de remédios controlados para sintomas como irritabilidade e insônia – só para citar alguns. A abordagem é individualizada, dependendo das necessidades e das dificuldades de cada paciente, sendo o custo alto:
“Toda a estrutura terapêutica já é cara para quem tem TEA. Quando ainda inclui fármacos de alto custo, e que não são custeados pelo sistema público, as famílias, sobretudo as de baixa renda, ficam de mãos atadas. E estes medicamentos são indispensáveis ao controle de comorbidades neurológicas, comportamentais e clínicas. Por isso, deduzir no IR é imprescindível”, complementa Marangoni.
Com a aprovação na CCJ da Câmara dos Deputados, o PL 1.939/2023 segue, agora, para apreciação do Senado Federal.
LEIA TAMBÉM
ANUNCIANTEspot_img

MAIS NOTÍCIAS